Finados: esperança na vida eterna

Queridos irmãos e irmãs!

Na próxima semana, celebraremos o Dia de Finados. A data de 2 de novembro, dia em que comemoramos os fiéis defuntos, é um momento para recordarmos a nossa fé na ressurreição da carne e na vida eterna. As Missas que celebraremos recordarão que Deus é o Deus dos vivos e que ama a vida (cf. Sb 11,26). Recomendo a todos que no dia de Finados, todos sejam solícitos na piedade e fortalecidos na esperança.

No último dia 25 a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma Instrução, intitulada Ad resurgendum cum Christoa propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas da cremação. Datada de 15 de agosto, a Instrução vem “reafirmar as razões doutrinais e pastorais da preferência a dar à sepultura dos corpos e, ao mesmo tempo, dar normas sobre o que diz respeito à conservação das cinzas no caso da cremação” (n. 1). O que se afirma, em primeiro lugar, é a fé na Ressurreição de Cristo que dá um significado positivo à morte cristã. Cristo ressuscitou! Essa é uma verdade de fé, a verdade culminante da fé cristã: “A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da fé cristã, anunciada come parte fundamental do Mistério pascal desde as origens do cristianismo: ‘Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze’ (1Cor 15, 3-5)” (n. 2). Por causa dessa verdade de fé, desde cedo a Igreja recomendou a que os corpos dos defuntos fossem sepultados no cemitério ou num lugar sagrado, pois assim ela confirma a fé na ressurreição da carne (cf. n. 3).

Mas, outro motivo que levou a Congregação para a Doutrina da Fé a publicar essa nova instrução (a última tinha sido publicada em 5 de julho de 1963, com a Instrução Piam et constantem, do então chamado Santo Ofício), é o tema da cremação. A Igreja já permitia tal prática, sempre “na condição de que tal escolha não seja querida “como a negação dos dogmas cristãos, ou num espírito sectário, ou ainda, por ódio contra a religião católica e à Igreja”, mas agora estabelece algumas normas sobre a conservação das cinzas: “a conservação das cinzas em casa não é consentida. Em casos de circunstâncias gravosas e excepcionais, dependendo das condições culturais de carácter local, o Ordinário, de acordo com a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser dividias entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas” (n. 6).

Ainda, estabelece que não seja feita a dispersão das cinzas, a conservação em peças de joalharia ou em outros objetos e a negação das exéquias no caso de motivações que se mostrem contrárias à fé cristã (nn. 7-8).

Celebremos, portanto, o Dia de Finados, com espirito de piedade e respeito aos nossos entes queridos, e reafirmemos a nossa esperança de que um dia nos encontraremos todos para contemplar juntos a face terna de Deus, pois, “para os que crêem em vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma”.

Fonte: arquidiocesedenatal.org.br
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