A ORAÇÃO E O SOFRIMENTO HUMANO

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Hoje faço uma reflexão sobre o sofrimento humano. De início, tomo emprestado, quase como por analogia, a estruturação de pessoa humana do padre Vaz, em particular, a categoria de estruturas. Mas não serei técnico. Para o autor, essa categoria é formada por corpo (próprio), psiquismo e espírito. Trazendo, grosseiramente (não é tecnicamente) para o dia a dia: o homem tem um corpo, tem emoções e tem espiritualidade. Creio nessa estrutura. A divisão em categorias foi mesmo adotada pelo pensamento cartesiano (tudo divido, cada qual em seu quadrado). Assim, há médicos que tratam dos males físicos, há médicos que tratam dos males psíquicos e há médicos que tratam de males espirituais (a formação aqui não é em medicina, propriamente). Quando o nosso corpo está em sofrimento, vamos ao médico do corpo e tomamos remédios. Quando nossas emoções estão em sofrimento vamos ao médico psiquiatra ou a um psicólogo. Quando a fé titubeia, procuramos o padre, o pastor, o mentor espiritual.

Uma coisa óbvia e que me passava sempre desapercebido e que me foi alertado por um médico, era que essas categorias, na verdade, têm vasos comunicantes. É evidente. Ficou tão cristalino quando ele combateu minha tese cartesiana que chega eu senti vergonha. Os vasos comunicantes implicam que, quando corpo ou mente ou espírito padecem, há uma contaminação dos demais, em algum grau. Mesmo assim, eu ouso fazer aqui um aprofundamento no tema. Corpo, mente e espírito, têm como fragrâncias que juntas formam o odor de pessoa que exalamos. Quando o corpo está padecendo, a mente, de repente, injeta mais de seu perfume e podemos ver pessoas fisicamente fracas, mas mentalmente com a força de um titã. Quando é a mente que padece, tantas vezes o corpo sente (doenças psicossomáticas). Nessas horas, quem predomina em odor pode ser o corpo. Quando ambos padecem, parece que o odor predominante é sempre o espiritual. Precisamos de um equilíbrio para uma boa vida, mas nem sempre podemos ter o que queremos.

Hoje fui testemunha de dois casos em que corpo e psiquê definhavam. Estava estampada a face de Cristo nos irmãos visitados no hospital. Exalavam um perfume do eterno. Sorriam em seu sofrimento corpóreo e psicológico. Isso é fé!

Para aqueles com saúde no corpo e na mente, resta uma reflexão: tantas vezes carregamos tanto nos perfumes desses que as notas de espiritualidade parecem nem existirem. Esquecemos que tantas vezes, é o perfume do transcendente que consegue reverter as essências perdidas do corpo e da mente em sofrimento. Os vasos são comunicantes, sim. Mas escolhemos por onde nos encher; É essa via que nos enche, que vai dar o odor predominante.

Quando o braço estiver quebrado, lembremos de ir ao ortopedista, mas não esqueçamos de orar. Quando o coração está em frangalhos, o psicólogo/psiquiatra vai ajudar com os remédios que unem as partes separadas do coração. Mas a oração é a cola que religa os estilhaços cardíacos. Vamos dar uma chance a Deus: vamos orar (além de procurar os médicos) e ter paciência. As dores, no corpo e na mente, costumam demorar a passar. A oração é quem pode catalizar tudo.

Orar é não fechar a via da fé! Seja qual for o sofrimento do momento, vamos impregná-lo do odor de Deus. E se há uma noite escura (um sofrimento da fé), tenhamos paciência e pratiquemos a oração, mesmo sem que sintamos a mão de Deus. Ela sempre está lá, mesmo que não enxerguemos sua presença.

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