JESUS E O MUNDO DA PÓS-VERDADE

No mundo da pós-verdade, construímos nossas convicções sobre areia movediça. Já não há solidez nas informações que lemos. Sempre citamos os recortes que nos agradam e com isso vai se criando um ciclo vicioso em que minha tese retroalimenta uma verdade virtual defendida por mim e por uma tribo formada por um pensamento que pode ser, inclusive, uma grande mentira.

Nesse ciclo, o perigo é se fechar a tal ponto de não admitir o contraditório. O diferente nos leva a uma reflexão que nos faz enxergar melhor a verdade (ela existe?). Hoje, passamos a ser torcedores da vida. Torcemos por um time, por uma ideologia, por um partido político/politiqueiro, por um anônimo de um reality show (ainda existe isso?). Assim, defendemos com unhas e dentes uma verdade criada no imaginário de um grupo.

Quem estaria a salvo desses tempos de pós-verdade numa sociedade líquida? Arrisco um palpite (minha verdade?): os cristão têm uma verdade inconteste entre eles: Jesus Cristo, filho de Deus, foi morto, sepultado e ressuscitou! Mas, por causa de verdades distintas, verdades afastadas do Cristo (eu sou o caminho, A VERDADE e a vida), mesmo o cristianismo foi se dividindo a tal ponto de, nesse momento, nos tornarmos torcedores também de uma religião ou de uma corrente dentro de uma religião.

Em qual estágio de fanatismo estamos com as religiões? O torcedor perdeu a razão, perdeu a consciência do plural e agora, por falta de argumentos sólidos (estamos numa sociedade líquida), passamos a invadir igrejas e profanar o sagrado dos outros. A aula é antiga: quando faltar argumentos, aumente a voz, bata no púlpito, faça o seu show. Agora acrescentamos: vá ao impensável (como o jogo da baleia azul), mostre sua bravura com suas teses baseadas em areia movediça. Quem sabe impressiona! E mais seguidores para o buraco (negro) vão aderindo às ideias de vento plantadas sobre o vácuo do pensamento moderno.

Os astrônomos procuram no céu os buracos negros, mas eles também estão com os buracos negros dos pensamentos, das teses, das ideias, aos seus pés. E nem olham para baixo! A ciência, com seu método, também vive sob a égide da meia verdade! Com a produtividade sendo o necessário para o sucesso, às favas com a ética na pesquisa. Às favas com a bioética. Às favas com o colega do lado que não é mais colega, agora é um competidor e meu rival...

Afinal, quem está a salvo? Quem arrisca um palpite? Quem está acima de tudo isso? Apenas o amor, ou melhor grafando, apenas o AMOR. E como vivenciá-lo? Com respeito pela pluralidade sem que para isso se perca a verdade do indivíduo. Com mais ouvir do que falar. Com mais beijar do que teclar. Com mais abraçar do que com se tocar (para se descobrir? Um auto-prazer?) Xiiiiii, lá vem alguém contestar. Não importa: quem me contesta me ajuda a crescer. Quem não me contesta me bajula e me faz mais acreditar na minha própria pós-verdade.

O amor no diálogo é que pode nos salvar. Para mim, Jesus sendo o LOGOS (Palavra), origem do termo diá-logos, e Jesus sendo o AMOR, somente Ele reúne as condições para nos salvar.

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