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SOMENTE DEUS É BOM

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Somente Deus é bom. A impressionante afirmação de Jesus, diante do jovem rico, deve ser exclamada e nos levar a uma reflexão. Antes de discorrer sobre isso, aviso que não uso aqui o esteio filosófico que o tema requer. Isso me permite opinar sem balizas pre-estabelecidas. O que se segue vem mais do coração do que dos livros.

Hoje, vendo algumas reportagens sobre o assassinato de um ambulante que defendera um homosexual, um dos autores do crime se qualificou como bom. Mas, o que seria ser bom? Que atributos existem para qualificar algo/alguém como bom ou mal? O ponto de partida é a existência de um modelo. Fazendo a comparação entre o que vemos e o modelo podemos qualificar a ação, a pessoa, o objeto etc. como bom ou não.

IN NATIVITATE DOMINI

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Fim das celebrações do dia do Natal em nossa paróquia de São João Batista. Missa do Dia. Certamente, muitos perceberam que a liturgia celebrada na noite do dia 24 foi diferente da liturgia do dia 25, mas ambas foram missas de Natal. Talvez, pelo uso raro entre nós, não saibamos que existem ainda dois outros formulários diferentes para missa do Natal. São, então, quatro missas distintas. E qual seria a origem dessas missas diferentes?

Era costume em Roma que o papa celebrasse uma missa no altar principal da Basílica de Santa Maria Maior, local onde se encontram relíquias da manjedoura de Belém. Essa missa era celebrada nos últimos momentos do dia 24 de dezembro. Se chamava Missa da Vigília. Após essa missa, o papa celebrava outra, agora na capela do presépio, que se chamava Missa da Noite, também chamada Missa do Galo porque coincidia com o instante após o cantar do galo. Depois, o papa se deslocava para igreja de Santa Anastácia, para celebrar com os gregos, que cultuavam a santa nessa data. Essa missa era chamada Missa da Aurora. Não era uma missa natalina. De volta a Santa Maria Maior, o papa celebrava, finalmente, e já de dia, a Missa do Dia. Havia, portanto, três missas do dia do Natal. No curso da história, a missa para os gregos acabou se tornando também missa de Natal, completando quatro missas. Esse costume romano se espalhou e nós, hoje, temos disponíveis quatro formulários para missas do Natal.

CALENDAS DE NATAL

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A palavra grega καλει significa chamadas e se pronuncia “caléi”. Vem do verbo καλέω que significa chamar. Assim os primeiros romanos faziam sempre na lua nova: o soberano convocava (chamava) o povo para anunciar as festividades dali até a próxima lua nova. O fazia por dez luas. Os meses no calendário romano primitivo eram marcados por esse chamado e contabilizavam 10 durante um ano no nosso calendário atual. A própria palavra Calendário, tem origem em καλει+ário, significando a sequência (ário, um sufixo usado para adjetivar substantivos) de chamados (caléi). E por serem apenas 10, vai até dez+embro, ou seja, dezembro era o décimo mês desse calendário antigo (assim como nove+embro era o nono mês, oito+embro era o oitavo e sete+embro era o sétimo). O primeiros meses homenageiam divindades ou festividades (janeiro, por exemplo, era o mês da divindade Janus e fevereiro era o mês da festa de Februália, onde se realizavam sacrifício para purificação, em Roma).

Mas voltemos para o καλει, o chamado que se fazia para anunciar em voz alta as novidades para o mês que se iniciava. Os cristãos reconhecem que Jesus é o Verbo de Deus, eterno e existente antes de todos os tempos. O nascimento de Jesus se tornou a encarnação do verbo. O verbo eterno, agora encarnado, tomou parte no tempo. O eterno entrou no tempo! E é preciso anunciar essa novidade em voz alta!

Há vida na gestação! Mesmo que eu não veja!

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A recente publicação do voto do ministro Barroso, do STF, provocou uma enxurrada de opiniões sobre o caso do aborto e do crime a ele associado. É preciso aprofundar o tema iluminando-o com algum vestígio de razão, sob pena de virar apenas um confronto futebolístico em que se torce por um time ou outro. Me arrisco a um ensaio nesse post, que não pretende, nem tenho condições suficientes para, encerrar o assunto.

O pressuposto inicial é o nascimento. Ora, nascemos quando saímos da barriga da mãe. Vou usar esse pressuposto, embora alguns defendam diferentemente. Assassinar é o ato de tirar uma vida. Então temos um caso a resolver: temos vida apenas quando nascemos? O que define uma vida? Aí está todo o imbróglio.

Me parece que, do ponto de vista biológico, a junção espermatozoide-óvulo gera um novo ser em potencial (ovo ou zigoto) que, tendo as condições propícias, chegará ao nascimento. Já é vida nova? Bom, o zigoto não é a mulher. Não é o homem. Então, só pode ser um novo ser, uma nova vida. Mas essa é uma visão meramente biológica (peço perdão por minha incapacidade científica em ir além).

DIÁLOGO JÁ!

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Tenho visto tantas publicações com incentivos ao "solitarismo"! Sim, daquelas: "se afaste de todos que te fazem se sentir mal!" ou "Aqueles que não concordam comigo, que se danem" ou ainda "Os idiotas que se retirem"... aí comecei a refletir se estamos mesmo construindo uma sociedade. Ou seria o fim da era da sociedade? O indivíduo hoje é tão cultuado que o individualismo se torna um valor. Mas será que é assim mesmo? Será que é essa a nossa razão de viver? Para que serve a sua, a minha, a nossa estada nesse mundo? Para sermos felizes? Sim, para sermos felizes... mas a questão é o que nos faz felizes...

Versículo do Dia

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