Itinerário Catequético

Na preparação de adultos para recepção dos sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) se propõe um Itinerário Catequético. De acordo com o material disponibilizado pela CNBB em forma de livro, é possível construir etapas ou tempos de formação. Na paróquia de São João Batista, em Natal, estamos fazendo um piloto com o modelo também para jovens que se preparam para crisma, dentro da proposta da CNBB. Esse itinerário é composto de 4 tempos: pré-catecumenato, catecumenato, iluminação e mistagogia. Entre as fases sempre temos uma importante celebração. SIM, o povo de Deus sempre celebra! É o povo da alegria! Entre o pré-catecumenato e o catecumenato há o Rito da Admissão. Entre o catecumenato e a Iluminação há o rito da Eleição. E o início da mistagogia é marcado pela recepção dos sacramentos. Além disso, outros ritos são significativos para os jovens e para as comunidades onde eles se preparam. Na Iluminação, por exemplo, existem três escrutínios para os eleitos (aqueles que passaram pelo Rito da Eleição). Os escrutínios são compostos de duas fases de oração sobre os eleitos: uma no formato de preces e outra sob a presidência do sacerdote ou diácono. Opcionalmente, o sacerdote/diácono pode realizar a imposição das mãos sobre cada um dos eleitos, orando em silêncio. Os escrutínios são uma grande oportunidade de integração dos jovens na comunidade e marcam momentos especiais de oração da comunidade por aqueles que querem assumir uma fé adulta.

Graças ao bom Pai, e com o apoio de nosso pároco, estamos fazendo essa experiência que muito nos enriquece.

A FIGURA DO CORAÇÃO

A transfiguração de Jesus é um marco na vida dos apóstolos. Moisés, representando a Torá e Elias, representando os Profetas, estavam na cena. Ambos ladeam o Cristo. Ambos mostram que a lei e os profetas estão plenamente realizados em Jesus.

A cena é envolvente e os apóstolos não querem nem pensar em sair dali. Diante de Jesus, queremos mesmo é ficar com Ele. Mas a missão nos chama e temos de ir.

A cena acaba e só vamos tê-la na plenitude temporal após a ressurreição.

BIOMAS E QUARESMA

Iniciamos nessa quarta-feira passada o tempo de conversão por excelência na Igreja. Não que os outros não o sejam, mas assim como há estações do ano (inverno, primavera, verão e outono), há também o tempo forte para os exercícios espirituais de introspecção e de conversão de nossos corações.

Há muito tempo nós descobrimos que no catolicismo existe um grupo às margens do lago (às margens do evangelho) que buscam milagres por ouvirem falar de um certo nazareno capaz de transformar suas vidas. Mas há um recorte nessa transformação: olhamos apenas as nossas dores, aquelas feridas que machucam e por isso buscamos uma cura. Mas a proposta do evangelho é de uma cura integral. Não somente das feridas, mas do nosso ser inteiro. É preciso nascer de novo e matarmos o homem velho que existe em nós. A morte não deixa dúvidas: aniquila os órgãos feridos, mas também aqueles que estão bons, em pleno funcionamento. E para que tal radicalidade? Para o ruim ficar bom e para o bom ficar ótimo. A morte é uma falência completa à espera da ressurreição. Muitos de nós se agarram aos órgãos sãos para anunciar Jesus. Muitos de nós se agarram aos órgãos com problemas para buscar uma cura através de Jesus. Todos somos caminheiros nessa terra, nesse tempo que Deus nos deu aqui para testemunharmos o amor d’Ele por nós. Muitos de nós, ainda, preferem se digladiar dizendo ser mais importante prestar atenção aos órgãos que estão bons, como se todos os órgãos de todos os irmãos estivessem bons. Outros, só querem compaixão (co+paixão=que alguém partilhe da mesma dor que ele) e assim os ajude a dividir o peso da cruz. Assim se forma a divisão na Igreja. Eu acho isso... eu acho aquilo... e achando, sem caridade, a gente vai afastando os irmãos das margens e os despedindo, sem oferecer o pão.

CRISTIANISMO: DO CAMINHO À PONTE

A história do cristianismo foi tal que era conhecido como “o caminho”, nas comunidades primitivas. Hoje queria refletir a necessidade de pensarmos em pontes. Não é nenhuma novidade que pontes são necessárias para superar acidentes geográficos ou outras barreiras, sejam naturais, sejam artificiais. Também não é novo pensar que existem pontes espirituais, que nos levam a atravessar as indiferenças da vida e a tocarmos o divino. Mas como se formam as pontes e, por que elas são tão necessárias em nossos tempos?

Para pensarmos nas pontes, proponho primeiro um olhar sobre o acidente, a barreira, que está entre dois pontos a serem conectados. Em nossos corações quando dizemos "não gostamos de" algo/alguém, significa que há um incômodo, um desprazer, uma negação desse algo/alguém. Assim se formam as barreiras. Alguns gostos são fáceis de serem adaptados, outros são de uma dureza incrível para modificação. Quando podemos mudar um gosto, não existem mais barreiras e haverá uma ligação comum entre dois pontos distantes: um caminho. Quando os gostos são intransponíveis, nós, cristãos, temos a obrigação de construir pontes. E por que hoje precisamos de tantas pontes? Porque estamos criando, gerações após gerações, crianças que têm suas vontades sempre satisfeitas. Assim, a expressão “eu não gosto” está à plenos pulmões em nossa sociedade. Ocorre que, quanto mais vezes repetimos "eu não gosto disso", "eu não gosto daquilo", "eu não gosto desse", "eu não gosto daquele", quanto mais vezes for, mais muros estamos construindo. No fim, acabamos murados por todos os lados e nós ficamos aprisionados em nós mesmos. Quanto mais egocêntrica a sociedade, mais muros dividindo as pessoas são construídos.

A ORAÇÃO E O SOFRIMENTO HUMANO

Hoje faço uma reflexão sobre o sofrimento humano. De início, tomo emprestado, quase como por analogia, a estruturação de pessoa humana do padre Vaz, em particular, a categoria de estruturas. Mas não serei técnico. Para o autor, essa categoria é formada por corpo (próprio), psiquismo e espírito. Trazendo, grosseiramente (não é tecnicamente) para o dia a dia: o homem tem um corpo, tem emoções e tem espiritualidade. Creio nessa estrutura. A divisão em categorias foi mesmo adotada pelo pensamento cartesiano (tudo divido, cada qual em seu quadrado). Assim, há médicos que tratam dos males físicos, há médicos que tratam dos males psíquicos e há médicos que tratam de males espirituais (a formação aqui não é em medicina, propriamente). Quando o nosso corpo está em sofrimento, vamos ao médico do corpo e tomamos remédios. Quando nossas emoções estão em sofrimento vamos ao médico psiquiatra ou a um psicólogo. Quando a fé titubeia, procuramos o padre, o pastor, o mentor espiritual.

Versículo do Dia

Informações


+ Rua São João, 1363, Lagoa Seca, Natal/RN.

+ Tel.: (84) 3615-2871

+ pascom@paroquiasaojoaonatal.org.br

+ Pároco: Pe. Marcelo C. Cruz

+ Secretaria: 08h às 11h | 13h30 às 17h30

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